Fiat Lux!

Nome: Anjo, Arcanjo, Caído, Guardião

Local: Abismo, ou até onde minhas asas puderem alcançar-te

O que amo: Aqueles a quem protejo

O que odeio: Tantas coisas que não vou nomeá-las, deixarei que descubram com o passar do tempo

O que não tolero: Que brinquem com os sentimentos. Sejam meus, seja daqueles a quem protejo.

Minhas Metas: Não há metas, pois nunca se sabe para onde os ventos hão de me soprar e o que vou enfrentar.

O que está escrito na lança: "Deseje o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que conseguir". - Ditado Árabe que jamais deve ser esquecido.

Direitos Autorais: © Todos os direitos são reservados. Os direitos autorais são protegidos pela Lei nº 9.610 de 19/2/98. Violá-los é crime estabelecido pelo Artigo 184 do Código Penal Brasileiro. Se você quiser copiar, não esqueça de divulgar a autoria.

Angels

Fallen

Followers

Fallen Feathers





Premiações

Prêmio Dardo

(2 Nomeações)

Prêmio Dardo

Significado

"Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma, demonstra sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras..."


Nomeadores:

  • Misael
  • Samekiel

  • Nomeados:

  • Fabio Fernandes
  • Denis Pacheco
  • Nilson Barcelli

  • Ainda nomearei os demais...


    Blog de Ouro

    (1 Nomeação)

    Blog de Ouro


    Nomeador:

  • FM

  • Nomeados:

    Ainda os nomearei...

    Regras:

    1 - Exibir a imagem do selo "Blog de Ouro".
    2 - Postar o link do blog que te indicou.
    3 - Indicar 4 blogs de sua preferência.
    4 - Avisar aos indicados.
    5 - Publicar as regras.
    6 - Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

    MSNChat


    For more widgets please visit www.yourminis.com


    10:45 AM
     

    Amanhecer


    Foi-se o tempo em que as estrelas eram contempladas ou que a canção era escutada. A história que contarei a você é a mesma que escutei naqueles tempos em que Ele se sentiu solitário em seu trono obscuro e frio.
    Não havia luz, vida ou som. Seus suspirares tornavam-se mais longos e sua mente cada vez mais perturbada. Precisava fazer algo para que se sentisse completo.
    Em um breve descansar, possuiu um lampejo e de seu sorriso veio o fagulhar.
    Uma explosão de intensa luz que em rebeldia não suportou o silêncio e a escuridão; criando sóis, planetas, universos, mundos que nasciam e morriam na intensidade de suas emoções. Foi algo novo inusitado para aqueles olhos velhos que via na faísca a Estrela do Amanhecer, o Caos da Destruição.
    Muito poder para um simples fagulhar que escapara de seu sorriso.
    Então, Ele o partira em tantos outros mais, derramando lágrimas com os gritos que escutara.
    Seu sorriso estava estilhaçado em vários fragmentos de uma dor que não lhe fora imposta, mas sim, à fonte que trouxera sons, cores e tudo mais.
    Os pedaços arrancados não sucumbiram, mas se renovaram em menor fonte de poder, tomando forma em rebeldia, ganhando asas, vozes e compaixão. Gritaram em dor junto à essência de suas vidas. Clamaram por perdão. Ele, ao perceber o que fizera, deu ao sorriso alquebrado uma parte de seu coração.
    Fraca e confusa, aquela fagulha, estrela que trouxera vida, rebeldia e tantos outros mais, recusara a culpa que havia ao pedaço do coração ofertado. Não podendo impedir que todos os seus pedaços arrancados desejassem paz, no lugar da dor que agora carregavam em seus peitos e suas asas.
    Viu, ao que aceitaram de bom grado o presente devido à fraqueza de suas naturezas, a corrupção da essência primária que os fizeram ganharem formas e vidas.
    Entristeceu ao escutá-los cantarem em coro, contemplando as estrelas; glorificando aquele que lhes trouxera paz; esquecendo de quem trouxera o amanhecer e suas vozes. Olharam-no com arrogância a cada explosão de suas emoções, pois aquele faiscar trazia mais vidas e sensações, vozes que deviam ser silenciadas, aumentava a confusão em seus corações.
    Caos. Fora disso que acusaram a Estrela do Amanhecer. Não compreendiam o porquê de não possuírem igual poder em suas essências.
    Revoltaram-se e cantaram a canção destoada de uma guerra anunciada. E uma vez mais Ele derramara suas lágrimas.
    Sabia que seu coração não podia ser partido outras vezes mais, pois as demais essências estavam se transformando em pedaços obscuros antes mesmo da primeira criação. Seu corpo tremia e seu coração falecia, pois precisou banir o Caos e a Criação; seu sorriso; perder a explosão de luz que lhe trouxera tudo aquilo.
    Deixou que outros julgassem o que Ele havia corrompido. Virou as costas para não escutar as lamúrias ou ver as lágrimas daquela triste canção, mas talvez haja um pouco de mentiras nas palavras que aqui digo.
    Sustento-as em parte por minha compaixão.
    Não precisei ser banido, apenas preferi partir. Tornar mais digna de se ouvir a mentira sustentada por milênios.
    Preferi deixar a companhia das estrelas e da canção, por não suportar a dor que me consome cada vez que parte de mim se apaga e o coração D’Ele torna-se mais amargo.
    Pois sou o Caos, e ainda sou, a Estrela que trás o Amanhecer.


    Sussurrado por Tyr Quentalë - 10:45 AM
    1 :... Encontre a si mesmo ...:

    2:32 PM
     

    Sanidade...


    Sentia aquelas mãos aos meus braços. Aquele peso esmagador ao coração. Aquele aperto à garganta. Tentei focar meus pensamentos no descobrir do que andava me deixando assim. Minha dor crescia, espalhando-se pelo Abismo, deixando alcançar aqueles que guardo e que minha alma já sabe de onde vêm essa dor.
    Uma ferida antiga, de uma esperança, um sonho tão desejado.
    Mas as emoções humanas são traiçoeiras, chegam a cegar quando menos esperamos e eu já sentia toda a intensidade das batalhas, de todas as mentiras deslavadas, de todas as promessas falsas, de tudo que arranca minha humanidade e que torna este anjo insensível aos humanos, ao amor, ao mundo.
    Pequenas alegrias, como as que o pequeno cigano é capaz de proporcionar, obscurecem-se e perdem o sabor com o passar do tempo.
    — Não perca todos seus sentimentos! – Fora algo que escutei do Príncipe da Terra das Lágrimas.
    Mas ele sabe que meu tempo está cada vez mais curto...
    Músicas antigas, risos antigos e um olhar dolorido nas brumas esquecidas de um tempo iludido.
    — Estrela da Manhã! – Meus dentes rangem em dor, em desolação, em ver o nome dele cada vez mais visível, tais quais sinais zombeteiros do Pai sabendo como me torturar.
    Estarei perto? Ou estarei cada vez mais distante? Respiro fundo, com os olhos fechados, mesmo que sofridos, deixando meus sentimentos pingarem. Escaparem de minha essência, buscando um abrigo.
    — Maldito seja, Mikha... Não será desta vez que arrancarás minha sanidade. – Um respirar profundo e posso sentir o conforto de meu Reino, de meu abrigo... Do Abismo...


    Sussurrado por Tyr Quentalë - 2:32 PM
    0 :... Encontre a si mesmo ...:

    9:36 AM
     

    Enigma


    Meus irmãos têm deixado suas vozes marcarem os ventos que acariciam minhas asas. São marcas de dor, ódio, decepção. São tantas marcas mais, que por tempos me encontrei em profunda letargia, flutuando no escuro e profundo abismo.
    Pude sentir as vozes dos que silenciaram, daqueles que buscavam um abraço, ou palavras de compreensão.
    Senti a presença dos solitários, daqueles que se desesperaram, dos que queriam compaixão.
    Mas não há mais compaixão em meu peito, muito menos respeito por aqueles que se mantêm fracos.
    Não há porque acariciar os cabelos, superprotegendo os pobres coitados, achando que eles não estão preparados.
    Em meu reino não há brincadeiras, segundas chances demais, nem como parar o tempo.
    No Abismo há eternas batalhas, ferimentos constantes, há sangue demais.
    Não tenho tempo para lágrimas derramadas, deixo-as com um guardião mais apto.
    Não tenho tempo para orgulhos feridos, deixo-os com o manipulador do pecado dilacerado.
    Não tenho mais o inexorável tempo, para fechar minhas asas ao redor do mundo que não me pertence.
    Afundo minhas garras ao peito dos que aqui mergulham, deixando-os alertados que não há tempo para brincadeiras.
    Deixo meus olhos obscuros, qual esfinge insaciável que jamais se matará, acaso o enigma seja desvendado.
    Não há um simples decifrar, ao que mergulhas neste reino.
    Não há um simples sobreviver, ao que afundas neste reino.
    Decifra-nos ou serás devorado.
    Sobrevivas e ganharás conhecimento para mais um dia no esquecimento.


    Sussurrado por Tyr Quentalë - 9:36 AM
    3 :... Encontre a si mesmo ...:

    11:49 AM
     

    O Sofrer...


    O Abismo revolvia-se em suas entranhas, desde que assumi o reinado que me pertencia.
    Um reinado obscuro em suas incertezas para os que caminham e por ali se inspiram. Cerco-os com minhas longas asas negras, respirando seus ares e suas certezas, alimentando-me da luz que carregam em seu peito, e de suas faces verdadeiras.
    Faces estas que escondem atrás das máscaras, das mentiras deslavadas que hasteiam como bandeira.
    Forço o maxilar, alimentando a hipocrisia e os brados de uma certeza que sabem não pertencer a eles.
    Embaralho os pensamentos, deixando-os perdidos, mesclando mentiras ou sádicas verdadeiras.
    Dói-me o peito em meu riso e nas lágrimas derramo meus supostos amigos. Anjos demônios que se aproximam desejando que eu largue uma vez mais o meu reino.
    Alguns com as dores de irmãos queridos que anseiam pelo meu lado verdadeiro.
    Alguns que antes sorviam minhas lágrimas cristalinas e que agora não possuem tanto tempo.
    Alguns que desejam um ínfimo tempo, mas que sabem estes, que parar o tempo, um segundo que se torna um milênio, em milênios crescerão meu sofrimento.
    Dói-me o peito no arrancar de meu coração, nas garras que finco banhadas ao sofrimento alheio, nas dívidas sanguíneas que carrego comigo, nos pactos firmados em minha condição verdadeira.
    Rebusco o ar ao ver a solidão batendo ao peito, clamando pelo sofrimento que se encontra em minha mão e mais uma vez retorno o coração ao seu lugar, deixando minhas asas estremecerem em meu sofrimento.
    - QUANTO TEMPO MAIS, MORNINGSTAR? Quanto tempo mais?


    Sussurrado por Tyr Quentalë - 11:49 AM
    2 :... Encontre a si mesmo ...:

    9:03 PM
     

    Visões – Parte I


    Estava em meu corpo mortal, caminhando em um terreno, um local que apesar de estranho, parecia um tanto quanto familiar. Não muito longe de mim, estavam aqueles que caminham ao meu lado desde outras vidas terrenas. Não sendo caídos ou até mesmo meus antigos irmãos, o elo se mantém firme com os mortais por eras.
    Mas eu sabia que cada qual possuía sua missão, mergulhando nos intricados corredores de um labirinto moldável.
    Destino sabia o que fazia e era chegado o momento de algo mais ser resgatado.
    Risadas. Jovens que se aglomeram em suas tribos de orgulho arraigado em seus incautos passos. Minha forma humana era necessária no momento em que encontrei aquela forma de vida divertida em sua ingenuidade.
    - Você sabe o que é isso? – Perguntou-me vitoriosa em seu sorriso prepotente, mostrando três grades que se encaixavam perfeitamente em seus desenhos intrincados.
    Apenas ergui meus olhos, buscando os dela para depois voltar os detalhes daquela bela armação férrea.
    - É o livro de Lúcifer, o primogênito. Aquele a quem chamam de Estrela da manhã, o mais belo dos belos e mais sábio de todos os anjos. Que tivera sua queda devido ao seu orgulho...
    - Eu sei quem ele é. – Cortei-a sem cerimônia alguma, mostrando desinteresse no conhecimento dela, pois o que me chamava a atenção ali era justamente o que agora estava sobre a mesa, entre as minhas mãos.
    - Você não conseguirá ler. Apenas uma verdadeira bruxa, consegue ver as páginas e dominar o conhecimento que este poderoso livro possui.
    Suspirei, deixando um indício de riso abafado, escutando toda aquela arrogância, enquanto abaixava meu corpo, mantendo as mãos sobre a mesa. As pessoas que observassem as grades vazadas pensariam que a dita bruxa estava abusando da sorte e quantas pessoas mais acreditariam naquela farsa que ela defendia com tamanha afirmação.
    Meus olhos esmiuçavam cada vez mais, à medida que meu corpo reclinava para trás e pequenas ondulações fluidas, começavam a borrar a visão da estampa atoalhada.
    Murmurei em um quase sibilar algo, abrindo a primeira grade serenamente. Meus dedos acariciavam o toque frio que percorria meu corpo e o sadismo tomava conta de meus lábios.
    Pude sentir minha pele se arrepiar em um doce frisson, com a presença do medo de quem estranhamente silenciara.
    - Obrigada... Bruxa...
    Ri baixo, em posse do livro, percebendo que a “verdadeira” bruxa não mais se encontrava ao meu alcance.
    Não poderia ter sido mais perfeito, do que receber em mãos, aquilo que um dia fora roubado e que busquei por tanto tempo.
    - Não demorará muito mais...


    Sussurrado por Tyr Quentalë - 9:03 PM
    1 :... Encontre a si mesmo ...:

    4:21 PM
     

    Batalhas - Último Ato


    A última batalha estava por vir, uma das mais fervorosas que eu devia enfrentar.
    Ali não estariam no tabuleiro a Rainha de uma Floresta de Espinhos, o Rei de uma Palácio Elétrico, ou uma Bruxa que veste uma máscara a qual não lhe pertence.
    Não... Ali não reinariam fantasias, batalhas de egos, ou qualquer coisa que o valha.
    - Vá!
    Eles disseram...
    Não os alter egos, máscaras teatrais, ou coisas frívola demais...
    Ali falavam, Anjos, Arcanjos, Guerreiros, Caídos, Demônios, Deuses e Criador...
    Minhas asas me levaram, para além das terras medievais e paradoxais.
    Pontos nodais perderam sentido, à medida que o mundo ía ruindo.
    Sentimentos mortais, tolos que se misturam com as sombras do abismo e o ódio fervente dos caídos.
    Acusações, onde deveria reinar paz.
    Lágrimas que abundaram em uma dor imensurável, inominável na tentativa de afogar , apagar, dilacerar, quem sabe mais?
    E então a escuridão, o silêncio e a paz...
    Olhos eram fechados, na busca dos sons de grilhões tão bem representados...
    Nada...
    As Asas Negras mais uma vez estavam libertas, para se aprisionarem ao eterno buscar, procurar do alvorecer das mentes humanas, das mentes perturbadas, acalentadas pelo negrume que cega, que consola, que abraça, que sufoca...
    - Não és este negrume que te acusas...
    Sou... Não sou... Talvez sou... Não sou... Não serei... Sou o Caos... Sou a Vida... Sou a Morte... O Início... o Fim...
    E a todos que viram um Anjo de Asas Negras, que oscilava entre dois mundos, ou na alegria e tristeza... Agora compreendam que certos lacres só são rompidos, após uma morte...
    Que as sombras do Abismo se espalhem livres por este mundo...
    Pois este é o reino que habito.


    Sussurrado por Tyr Quentalë - 4:21 PM
    1 :... Encontre a si mesmo ...:

    3:34 AM
     

    Quando mostramos os pensamentos


    Muitos se silenciam.
    Muitos permanecem na resignação.
    Mas alguns ousam ir além do silêncio.
    E mesmo mostrando nossos pensamentos...
    Mesmo que sejamos punidos...
    A vontade do Pai, desta vez tornou-se Nossa Vontade.


    Fiat Voluntas Tua, tradução para o latim de Seja Feita Vossa Vontade, procura explorar as contradições entre o sagrado e o profano existentes nos conflitos internos de anjos e demônios dentro de cada um de nós.Tais personagens, muitas vezes estereotipadas de forma maniqueísta, tiveram seus devidos potenciais supridos em suas forças, profundidades e até mesmo ambiguidades.
    Com a intenção de suprir essa lacuna, a Editora Multifoco elaborou uma antologia que aborda a fundo a alma desses seres, ao mostrar que eles também sofrem de conflitos internos e, às vezes, deparam-se com situações que coloca em xeque a cega fidelidade com que seguem seu Criador.
    No fogo cruzado desse conflito, quando anjos e demônios são contaminados por dúvidas, não seriam anjos e demônios peões de mesmo valor, separados apenas pelo lado do tabuleiro? Este é apenas um dos questionamentos de um livro que, acima de tudo, nos provoca reflexão.

    CERIMONIAL

    O lançamento de Fiat Voluntas Tua está marcado para o dia 6 de junho, às 18 horas. O local do evento é o Espaço Multifoco, localizado na Avenida Mem de Sá, 126, no bairro da Lapa, centro do Rio de Janeiro. Está confirmada a presença de autores e editores, assim como uma sessão de autógrafos.


    Sussurrado por Tyr Quentalë - 3:34 AM
    0 :... Encontre a si mesmo ...: